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Ronco alto é causa de atererosclerose carotídea.

(Resumo de Artigo e Comentários)

Heavy Snoring as a Cause of Carotid Artery Atherosclerosis

 

Lee SA; Amis TC; Byth K; Larcos G; Kairaitis K; RobinsonTD; Wheatley JR. Heavy snoring as a cause of carotid artery atherosclero­sis. SLEEP 2008;31(9):1207-1213.

Sharon A. Lee1,2; Terence C. Amis, PhD1,2,4; Karen Byth, PhD2,4; George Larcos, MBBS3,4; Kristina Kairaitis, PhD1,2,4; Tracey D. Robinson, PhD1,2; John R. Wheatley, PhD1,2,4

 

1Ludwig Engel Centre for Respiratory Research, 2Westmead Millennium Institute, 3Department of Nuclear Medicine and Ultrasound, Westmead Hospital and 4University of Sydney at Westmead Hospital, Westmead, NSW, Australia

 

Study Objectives: Previous studies have suggested that snoring and obstructive sleep apnea hypopnea syndrome may be important risk factors for the development of carotid atherosclerosis and stroke. How­ever, it is not clear if snoring per se is independently related to the risk of developing carotid atherosclerotic plaque.

Design: Observational cohort study.

Setting: Volunteer sample examined in a sleep laboratory.

Participants: One hundred ten volunteers (snorers and nonsnorers with only mild, nonhypoxic obstructive sleep apnea hypopnea syndrome) underwent polysomnography with quantification of snoring, bilateral carotid and femoral artery ultrasound with quantification of atheroscle­rosis, and cardiovascular risk factor assessment. Subjects were cat­egorized into 3 snoring groups: mild (0%-25% night snoring), moderate (> 25%-50% night snoring), and heavy (> 50% night snoring).

Interventions: N/A.

Measurements and Results: The prevalence of carotid atherosclero­sis was 20% with mild snoring, 32% with moderate snoring, and 64% with heavy snoring (P < 0.04, Χ2). Logistic regression analysis was used to determine the independent effect of snoring on the prevalence of carotid and femoral atherosclerosis. After adjustment for age, sex, smoking history, and hypertension, heavy snoring was significantly as­sociated with carotid atherosclerosis (odds ratio 10.5; 95% confidence interval 2.1-51.8; P = 0.004) but not with femoral atherosclerosis.

Conclusions: Heavy snoring significantly increases the risk of carotid atherosclerosis, and the increase is independent of other risk factors, including measures of nocturnal hypoxia and obstructive sleep apnea severity. Considering the high prevalence of snoring in the community, these findings have substantial public health implications for the man­agement of carotid atherosclerosis and the prevention of stroke.

Keywords: Carotid atherosclerosis, snoring, vascular risk factors

 

 

Comentários:

 

A população do estudo constituía-se de 110 voluntários roncadores e não-roncadores, com diagnóstico polissonográfico de SAOS leve sem hipóxia ou dessaturações da oxihemoglobina.  A amostra populacional foi subdividida em três subcategorias, de acordo com a porcentagem de tempo de ronco ao longo da noite:

1.     roncadores leves  = 0 a 20%,

2.     roncadores moderados = 20 a 50%,

3.     roncadores graves = 50 a 100%.

 

Realizou-se avaliação de risco cardiovascular (peso, sexo, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica (HAS), uso de anti-hipertensivos e dislipidemia). Obtiveram-se imagens ultrassonográficas de carótidas e femorais em toda a população da amostra.

 

O índice de risco de aterosclerose carotídea foi estatística e significativamente maior (20% para roncadores leves, 32% para roncadores moderados e de 64% para roncadores graves (P < 0.04, Χ2) do que para as artérias femorais controlando-se para outros fatores de risco cardiovascular como peso, idade, sexo, índice de apnéias-hipopnéias e HAS. O índice de aterosclerose carotídea correlacionou-se significativamente com o índice e a intensidade de ronco para os roncadores graves. Não houve correlação entre índices de ronco e aterosclerose femoral.

 

As alterações arteriais foram de uma forma anatômica e “intensidade-dependente” específica com o território das artérias carótidas indicando um fenômeno local e sítio específico relacionado com o ronco.

Para se provar que ronco causa aterosclerose carotídea, temos primeiro, que encontrar evidências que a vibração inspiratória é transmitida aos tecidos vizinhos e para as carótidas, em segundo lugar, demonstrar que energia vibratória causa processo inflamatório tecidual e endotelial e em terceiro lugar, obter evidências populacionais que ronco correlaciona-se com alterações vasculares carotídeas.

 

O mecanismo de lesão endotelial é mecânico a partir da vibração mecânica produzida pelo ronco e transmitida pelos tecidos subjacentes até o endotélio carotídeo. Dando suporte a essa hipótese, há experimentos em coelhos, demonstrando que o ronco é mecanicamente transmitido aos tecidos vizinhos das vias aéreas superiores (VAS). Outros estudos revelam que a energia vibratória causa um processo inflamatório tecidual como comprovado nas mucosas e na musculatura lisa de VAS de seres humanos e de animais de experimentação. Além disso, trabalhadores expostos a energia vibratória apresentam maior prevalência de síndrome de Reynaud, presença de maiores teores de marcadores de atividade inflamatória sistêmica no sangue. A energia vibratória altera a função das junções intercelulares endoteliais (tight junctions) que lesa as fibras musculares lisas expondo o tecido matricial sub-entodelial ao sangue dando início ao processo degenerativo endotelial vascular. Por último, a publicação de Lee e colaboradores demonstram a relação populacional entre ronco e aterosclerose.

 

Os métodos de registro e estagiamento (intensidade, freqüência de vibração, amplitude, duração, relação com decúbito, variabilidade diária, inter e intra individual) do ronco não estão padronizados e não são sistematicamente estudados na polissonografia.

Apesar disso, o estudo de Lee e colaboradores suscitam algumas perguntas importantes:

 

Deveríamos avaliar por ultrassom a situação vascular carotídea de todos pacientes roncadores com e sem SAOS?

A presença de ronco é um fator de risco para arteriopatia carotídea inflamatória?

Agentes antiinflamatórios teriam um papel nesse processo inflamatório local?

Uma certeza permanece:

O ronco não é um incomodo apenas para quem ouve.

Durma-se com um barulho destes...

 

 


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