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17/07/2012
Presidente da ANS reconhece defasagem dos honorários médicos

O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, participou da reunião de Diretoria da Associação Paulista de Medicina (APM), no dia 6 de julho. O tema principal do encontro foi a necessidade de valorização do trabalho médico pelos planos de saúde.

"Estamos conscientes da defasagem dos honorários médicos. Entendemos que as reivindicações são adequadas e justas. Na cesta de insumos das operadoras, é o item que menos evolui, principalmente se comparado ao custo de materiais e medicamentos”, afirma Ceschin. "Duplicar o ganho médico seria o mínimo razoável, mas alguém precisa pagar a conta. Precisamos combater distorções e desequilíbrios”, observa.

Ele avalia que, por lei, a ANS não pode intermediar a relação entre médicos e planos de saúde, mas sim facilitá-la. "Temos procurado, em diversos grupos de trabalho, con struir soluções a partir do entendimento e do consenso. Talvez ainda estejamos aquém da expectativa das entidades médicas, mas acredito que a situação esteja melhor do que quando assumimos a presidência, há dois anos. Até novembro, quando terminará o mandato, avançaremos ainda mais.”

Ceschin também citou o projeto de lei 6964/10, que torna obrigatória a inserção de índice de reajuste dos honorários médicos nos contratos com os planos de saúde e prevê, inclusive, que a ANS defina o percentual se não houver acordo entre os profissionais e as operadoras. A matéria já foi aprovada no Senado e está na última comissão da Câmara. "Na minha visão, é um avanço. A resistência na Agência a este projeto hoje é zero. A representatividade dos médicos no Congresso é significativa atualmente”, diz.

Antonio Endrigo, gerente-geral de Integração Setorial da ANS, também participou da reunião na APM, lembrando os avanços q uanto à contratualização. "Recebemos propostas dos médicos e continuamos buscando este aprimoramento. O panorama na saúde suplementar está mudando. As entidades médicas têm uma nova postura de alguns anos para cá”, registra.

Segundo o presidente da APM, Florisval Meinão, a negociação coletiva, que vem ocorrendo concretamente, é um avanço palpável. "Temos de ocupar o espaço que sempre foi do médico, isto é, o direito de exigir remuneração digna.”

Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp, considera que a regulação passa pela remuneração. "Se não é obrigação da ANS intervir, o próprio governo deveria fazê-lo por outros meios, como a sua maioria no Congresso, por exemplo”, sugere.

Fonte: APM
Por: Camila Kaseker
Fotos: Osmar Bustos

 

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