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08/01/2013
A Associação Médica Brasileira é filiada à Associação Médica Mundial

A Associação Médica Brasileira é filiada à Associação Médica Mundial (WMA, na sigla em inglês), organização internacional que representa os médicos de todo o mundo. Fundada em 1947, a missão da WMA é servir a humanidade na tentativa de estabelecer os mais altos padrões em educação, ciência, arte e ética médicas, além da assistência de qualidade a todos os cidadãos.

O Brasil constitui a terceira maior delegação da WMA, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão. Atualmente, a Associação Médica Brasileira possui duas cadeiras no Conselho da WMA, dez votos na Assembleia e participação em dois dos três comitês da WMA: o de Ética Médica e o de Assuntos Médico-Sociais, presidido por José Luiz Gomes do Amaral.

Site: www.wma.net

 
Representantes do Brasil na WMA
José Luiz Gomes do Amaral
Roberto D'Ávila

 
Notícias recentes:
José Luiz Gomes do Amaral assume cargo de presisente da WMA
AMB na presidência da WMA
Assembleia Geral da WMA, em Vancouver

 
Participação da AMB na WMA:

Revisão da Declaração de Helsinki
Uma das políticas da WMA é revisar periodicamente suas declarações, de modo a acompanhar todo o avanço científico e tecnológico da medicina. Durante o encontro do Conselho da WMA, realizado em maio de 2007, na cidade de Berlim, foi autorizado o início da revisão da Declaração de Helsinki, documento que normatiza a pesquisa feita com seres humanos. Todas as Associações Médicas filiadas foram convidadas a participar do processo, sugerindo quais parágrafos deveriam ser atualizados ou incluídos. Foi formado então um grupo de trabalho, do qual fizeram parte as delegações do Brasil, Alemanha, Japão, África do Sul e Suécia, que analisou todos os comentários encaminhados durante a consul ta pública e redigiu a nova versão. Dois pontos foram fortemente discutidos: a utilização de placebo em situações em que há tratamento efetivo e a possibilidade de garantir tratamento terminada a pesquisa. Após um ano e meio de trabalho e reuniões nas cidades de São Paulo, Divonne-le-Bains, Helsinki e Copenhague, o novo texto da Declaração de Helsinki foi aprovado pelo Conselho e pelo Comitê da WMA e foi adotado em outubro de 2008, durante a 59ª Assembléia Geral, em Seul, Coréia do Sul.

 
Links:
•Leia a Declaração de Helsinki completa e traduzida para o português.
Opinião da AMB sobre utilização do placebo. 

 
Veja também:
Histórico da Revisão de Helsinki 
•Fórum Ética e Pesquisa/ Declaração de Helsinki no Brasil (arquivo PPT)

 
Outras participações da AMB
A delegação do Brasil integra na WMA grupos de trabalho que se ocupam em revisar, dentro do Comitê de Assuntos Médico-Sociais, as seguintes declarações:

 
Força de trabalho médico
Reconhecendo o sistema de saúde como dependente de recursos humanos, um planejamento extensivo faz-se necessário, de modo a garantir a cada país mão-de-obra médica suficiente em todos os campos de especialização. Carência significativa de recursos humanos na área médica é um desafio presente em todos os países, especialmente naqueles em desenvolvimento, onde existem restrições financeiras sérias. O problema se acentua pelo fato de que muitas nações não investem adequadamente na formação, recrutamento e retenção da mão-de-obra.

 
Telemedicina/ Diretrizes para os médicos
A prevalência da Telemedicina em muitos países do mundo fez com que a WMA iniciasse um projeto de identificação dos princípios que norteiam os médicos que usam essa modalidade para oferecer serviços de assistência à saúde. A WMA define Telemedicina como “prática da Medicina a distância, cujas intervenções, diagnósticos e decisões sobre quais tratamentos e recomendações adotar estão baseados em dados, documentos e outras informações transmitidas pelo sistema de telecomunicações. Uso da tecnologia de informação e comunicação para possibilitar serviços de cuidado à saúde para grandes e pequenas distâncias”.

 
Prescrição de medicamentos – um assunto para os médicos
O Brasil participa ainda, dentro do Comitê de Ética Médica da WMA, dos grupos de trabalho que discutem os seguintes assuntos:

Declaração sobre pesquisa com células-tronco embrionárias
As pesquisas com células-tronco embrionárias têm crescido muito rapidamente dentro da biotecnologia e as formas como podem ser coletadas cria questões éticas específicas e problemáticas. Algumas legislações proíbem a obtenção e o uso de células-tronco embrionárias. Outras concordam em coletar esse material, mas proíbem a produção de embriões apenas para fins de pesquisa.

Uso de placebo em pesquisa médica
Não há consenso se ou para que a extensão do uso controlado de placebo deveria ser permitida na pesquisa médica quando houver intervenção comprovada. Esse problema leva para a questão central da pesquisa em seres humanos: é permitido aos médicos negar uma possível opção de tratamento efetivo e, por esta razão, expor os participantes a riscos, conscientemente, evitáveis?

Relações com a indústria farmacêutica

Fonte: AMB

 

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