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06/09/2012
Protesto - Na véspera da suspensão do atendimento a planos de saúde, médicos fazem passeata na Capital paulista

Com aventais verdes, médicos fizeram uma passeata, na manhã desta quarta-feira (05/09), em protesto contra os baixos honorários pagos por operadoras de saúde e as pressões impostas pelas empresas,que visam reduzir custos e comprometem a saúde dos pacientes. O ato de protesto antecedeu à suspensão, por 24 horas, do atendimento eletivo aos planos saúde, que acontece nesta quinta-feira (6/09). O atendimento de urgência e emergência será garantido. Além de valores justos às consultas e procedimentos, os médicos pedem a regularização dos contratos firmados com operadoras – com a inclusão de cláusula de reajuste periódico, entre outros – e fim da intervenção na relação entre médico e paciente, da pressão para reduzir exames, internações e para antecipar altas.

Os profissionais de medicina saíram da Associação Paulista de Medicina (APM) até a Câmara Municipal de São Paulo, todos vestidos com aventais na cor verde, simbolizando compromisso com a cidadania e em defesa de uma assistência qualificada aos pacientes. No legislativo, solicitaram apoio dos vereadores às reivindicações do movimento. Pelo Cremesp, participaram da caminhada o presidente do Casa, Renato Azevedo Júnior; o diretor de Comunicação, João Ladislau Rosa; a primeira tesoureira Silvia Matheus; e os conselheiros Lavínio Nilton Camarim, Kazuo Uemura e Pedro Teixeira.

Também na manhã da quarta-feira foi divulgado, em coletiva à imprensa, um balanço das queixas apuradas pelo número SOS Pacientes Planos de Saúde, uma iniciativa da APM/Proteste, que oferece à população o telefone 0800.200.4200 para registrar reclamações dos usuários em relação ao setor suplementar. De acordo com o balanço, entre 14 de agosto e 4 de setembro foram recebidas 423 queixas. A demora para agendar consultas (28%) e a negativa de cobertura (19%) aparecem como o principal motivo das reclamações. Os usuários de planos de saúde também se q ueixam de rede credenciada insuficiente (17%); reajuste abusivo (15%); e da demora para autorizações de exames e internações (13%). Também foram citados outros motivos como descredenciamento (3%), problemas relacionados à carência do plano (2%); falta de leito para internação (1%) e doenças ou lesões pré-existentes (1%).

A coletiva à imprensa foi apresentada pelos dirigentes das principais entidades médicas de São Paulo, entre eles os presidentes do Cremesp, Renato Azevedo Júnior; da APM, Florisval Meinão; da Federação dos Médicos do Estado de São Paulo (Femesp), Casemiro dos Reis Júnior; da Academia Brasileira de Odontologia, Silvio Cecchetto; do vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Jorge Cury; e do diretor do Sindicadto dos Médicos de São Paulo (Simesp), Otelo Chino Júnior. Durante a coletiva, o presidente do Cremesp afirmou que os valores pagos hoje por procedimentos e consultas inviabilizam o atendimento em consultório. “Isso porque as empresas visam lucro, o que tem como consequência o comprometimento do atendimento ao paciente”, declarou ele. Azevedo destacou ainda que os médicos "deveriam livrar-se dos convênios que pagam mal aos profissionais".

Fonte: Cremesp/APM-Proteste

 

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